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APAVORAMENTO

Manual Prático do Novo Samba Tradicional

VOL. 1 · A HISTÓRIA DO SAMBA, POR ANO, BAIRRO E ESTAÇÃO1780 → 2026

Mascarado e tambores
FIG. 000 · MASCARADO E TAMBORES

268 VERBETESROLE ↓

CAPÍTULO 01

ORIGENS

1780 — 1927

17 LUGARES NO MAPA · 52 MOMENTOS

BAÍA DE GUANABARA →OCEANO ATLÂNTICO ↓SAÚDE1811CENTRO1858PRAÇA ONZE1859CATETE1868MANGUEIRA1869VILA ISABEL1873IRAJÁ1883PENHA1886MADUREIRA1890LAPA1896OSWALDO CRUZ1898ANDARAÍ1899PEQUENA ÁFRICA1900RUA DO OUVIDOR1902CATUMBI1911CIDADE NOVA1918SÃO CRISTÓVÃO1926
Lundu aparece nos documentos

VERBETE Nº 0011780

Lundu aparece nos documentos

ANO
1780
LOCAL
Brasil (colônia)

O lundu, dança de umbigada trazida por africanos bantos, sobretudo de Angola, aparece nos documentos a partir de 1780, numa carta de D. José da Cunha Grã Ataíde e Melo, antigo governador de Pernambuco, que o cita como dança comum entre brancos e mulatos. Nas Cartas Chilenas, que circulam a partir de 1787, ele é dançado no palácio do governo de Vila Rica (MG). É a primeira forma de música negra aceita pela sociedade colonial, um dos caminhos que levam ao samba. Já como canção, é um lundu, 'Isto é bom', de Xisto Bahia, que abre a história do disco no Brasil, gravado no Rio em 1902.

FIG. 001 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Cais do Valongo

VERBETE Nº 0021811

Cais do Valongo

ANO
1811
BAIRRO
Saúde
ESTAÇÃO
Parada dos Navios/Valongo
LINHA
Bonde · VLT Linha 1
LUGAR
Cais do Valongo

O Cais do Valongo é construído em 1811 e funciona até 1831 como a principal porta de entrada de africanos escravizados no Rio: as estimativas vão de 500 mil a 1 milhão de pessoas. É o chão da Pequena África, onde o samba urbano vai nascer. Fica na Saúde, na Praça Jornal do Comércio, a menos de 1 km da Central do Brasil. Redescoberto nas obras do Porto Maravilha em 2011, vira Patrimônio Mundial da UNESCO em 2017.

FIG. 002 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Rugendas desenha o batuque

VERBETE Nº 0031822

Rugendas desenha o batuque

ANO
1822
LOCAL
Brasil

O pintor alemão Johann Moritz Rugendas desembarca no Rio em março de 1822 e desenha o Brasil até 1825, inclusive rodas de batuque e de lundu. As pranchas saem em Paris, pela casa Engelmann, nos 20 fascículos da Voyage pittoresque dans le Brésil, com edição completa em 1835. Mostram a dança de roda negra que está na base do samba. O lugar exato de cada cena não é identificado.

FIG. 003 · FOTO: Johann Moritz Rugendas · dominio-publico

Abre a Estrada de Ferro Dom Pedro II

VERBETE Nº 0041858

Abre a Estrada de Ferro Dom Pedro II

ANO
1858
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 29 de março de 1858 a Estrada de Ferro Dom Pedro II inaugura seu primeiro trecho, a partir da estação do Campo, no Centro. Engenho Novo e Cascadura abrem no mesmo dia. É o trilho que vai povoar os subúrbios onde o samba se organiza no século seguinte. A estação de partida fica onde hoje está a Central do Brasil.

FIG. 004 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Ribeyrolles descreve batuque, capoeira e lundu

VERBETE Nº 0051859

Ribeyrolles descreve batuque, capoeira e lundu

ANO
1859
LOCAL
Província do Rio de Janeiro

Em 1859, no livro Brazil Pittoresco, o jornalista francês Charles Ribeyrolles descreve o sábado à noite dos negros escravizados numa fazenda da província do Rio de Janeiro. No terreiro, a capoeira segue o tambor congo, o urucungo marca o batuque, e o lundu aparece como 'uma espécie de convulsão embriagada'. O relato mostra capoeira, batuque e lundu no mesmo chão, práticas que o samba vai herdar. A fazenda não é identificada; o livro sai pela Tipografia Nacional, em edição bilíngue.

FIG. 005 · FOTO: Charles Hugo / Auguste Vacquerie · dominio-publico

Primeiro bonde: a linha da Tijuca

VERBETE Nº 0061859

Primeiro bonde: a linha da Tijuca

ANO
1859
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Praça Tiradentes
LINHA
Bonde · Tijuca
LUGAR
Praça Tiradentes
LOCAL
Centro

Em 30 de janeiro de 1859 começa a circular o primeiro bonde do Brasil, puxado por animais. A linha de Thomas Cochrane sai da Praça Tiradentes, segue pela Rua Visconde de Itaúna, na Praça Onze, e chega à Tijuca em 7 km. É a mesma Visconde de Itaúna onde, décadas depois, mora Tia Ciata. Hoje a Linha 2 do VLT passa pela Praça Tiradentes.

FIG. 006 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Primeiros registros do samba de roda

VERBETE Nº 0071860

Primeiros registros do samba de roda

ANO
1860
LOCAL
Recôncavo Baiano, BA

O samba de roda do Recôncavo Baiano tem seus primeiros registros com esse nome na década de 1860, mas elementos dele aparecem em documentos desde o século XVII. Canto alternado entre solo e coro, palmas, prato e faca, pandeiro e viola acompanham quem dança sozinho no meio da roda. Levado ao Rio por migrantes baianos, ele influencia o samba urbano que nasce na Pequena África, entre a Saúde e a Cidade Nova.

FIG. 007 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Botanical Garden Rail Road e a palavra 'bonde'

VERBETE Nº 0081868

Botanical Garden Rail Road e a palavra 'bonde'

ANO
1868
BAIRRO
Catete
ESTAÇÃO
Largo do Machado
LINHA
Bonde · Jardim Botânico

Em 9 de outubro de 1868 Dom Pedro II inaugura a linha da Botanical Garden Rail Road, do americano Charles Greenough: 3 km da Rua do Ouvidor ao Largo do Machado, pela Lapa, Glória e Catete. É a primeira linha de bondes que dá certo no Rio e a origem provável da palavra 'bonde', dos bonds (títulos) associados aos bilhetes de passagem. O trajeto Glória–Catete–Largo do Machado é hoje o da Linha 1 do metrô.

FIG. 008 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abre a estação de Mangueira

VERBETE Nº 0091869

Abre a estação de Mangueira

ANO
1869
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mangueira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

A estação de Mangueira abre em 1869 na linha da Dom Pedro II, a menos de 5 km da estação do Campo. Segundo o estacoesferroviarias, é Dom Pedro II quem lhe dá o nome. Em 1928 a escola de samba do morro vizinho se batiza Estação Primeira de Mangueira por causa dela.

FIG. 009 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O bonde chega a Vila Isabel

VERBETE Nº 0101873

O bonde chega a Vila Isabel

ANO
1873
BAIRRO
Vila Isabel
ESTAÇÃO
Boulevard 28 de Setembro
LINHA
Bonde · Vila Isabel

Em 29 de novembro de 1873 João Batista Viana Drummond, o futuro Barão de Drummond, inaugura a Ferro-Carril de Vila Isabel. Os trilhos correm pelo Boulevard 28 de Setembro, eixo do loteamento que dá nome ao bairro. É o bonde que liga ao Centro o bairro onde Noel Rosa nasce e compõe.

FIG. 010 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Tia Ciata chega ao Rio

VERBETE Nº 0111876

Tia Ciata chega ao Rio

ANO
1876
BAIRRO
Saúde
LUGAR
Pedra do Sal

Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, nasce em Santo Amaro da Purificação (BA) em 13 de janeiro de 1854 e se muda para o Rio aos 22 anos, com uma filha, por volta de 1876. Ela faz parte da migração baiana que traz para a cidade o samba de roda e o candomblé. Mora primeiro perto da Pedra do Sal, na Saúde, depois na Rua da Alfândega e em outras ruas da região, até se fixar na Rua Visconde de Itaúna, na Cidade Nova, onde vive de 1899 a 1924.

FIG. 011 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Abre o ramal de Santa Cruz

VERBETE Nº 0121878

Abre o ramal de Santa Cruz

ANO
1878
ESTAÇÃO
Santa Cruz
LINHA
Trem · Ramal de Santa Cruz
LOCAL
Santa Cruz

Em 2 de dezembro de 1878 abre o ramal que sai de Sapopemba, a atual Deodoro, rumo a Santa Cruz; Realengo e Campo Grande abrem no mesmo dia. O trem chega à Zona Oeste. Em Padre Miguel, uma das paradas abertas depois, nasce em 1955 a Mocidade Independente.

FIG. 012 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A Rio d'Ouro abre aos passageiros

VERBETE Nº 0131883

A Rio d'Ouro abre aos passageiros

ANO
1883
BAIRRO
Irajá
ESTAÇÃO
Irajá
LINHA
Trem · Rio d'Ouro

A Estrada de Ferro Rio d'Ouro, construída para as obras das adutoras que abastecem a cidade de água, abre ao público em 15 de janeiro de 1883. Os trens saem do Caju e passam por Vicente de Carvalho, Irajá, Colégio e Coelho Neto. Depois do último trem, em 1969, boa parte do leito vira caminho do metrô linha 2.

FIG. 013 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A Estrada de Ferro do Norte chega à Penha

VERBETE Nº 0141886

A Estrada de Ferro do Norte chega à Penha

ANO
1886
BAIRRO
Penha
ESTAÇÃO
Penha
LINHA
Trem · Leopoldina

Em 23 de outubro de 1886 a Estrada de Ferro do Norte abre as estações de Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Brás de Pina, Cordovil e Vigário Geral. É a linha que a Leopoldina Railway assume a partir de 1897 e que dá nome à Zona da Leopoldina. Por ela se chega à Penha, cuja festa reúne sambistas no começo do século XX.

FIG. 014 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abolição e o movimento para a Cidade Nova

VERBETE Nº 0151888

Abolição e o movimento para a Cidade Nova

ANO
1888
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Cidade Nova

A Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, acaba com a escravidão no Brasil. No Rio, muitos libertos vão morar nas casas de cômodos das ruas em volta da Praça Onze de Junho, ao lado de baianos e de imigrantes judeus, portugueses, espanhóis e italianos. Essa vizinhança forma a Pequena África, onde as casas das tias baianas vão abrigar o samba no começo do século XX. A praça fica na Cidade Nova, perto da atual estação Praça Onze do metrô, e é demolida a partir de 1941 para a abertura da Avenida Presidente Vargas.

FIG. 015 · FOTO: desconhecido (Núcleo de digitalização IMS) · dominio-publico

A Dom Pedro II vira Central do Brasil

VERBETE Nº 0161889

A Dom Pedro II vira Central do Brasil

ANO
1889
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Com a República, a partir de 1889, a Estrada de Ferro Dom Pedro II passa a se chamar Estrada de Ferro Central do Brasil. O nome fica na estação do Centro e vira sinônimo do trem de subúrbio. É da Central que saem os trens para Mangueira, Madureira e Oswaldo Cruz.

FIG. 016 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Código Penal criminaliza vadios e capoeiras

VERBETE Nº 0171890

Código Penal criminaliza vadios e capoeiras

ANO
1890
LOCAL
Brasil

O Decreto 847, de 11 de outubro de 1890, cria o Código Penal da República, com o capítulo 'Dos vadios e capoeiras'. O artigo 399 pune quem vive sem ofício nem domicílio certo, e o artigo 402 proíbe a capoeiragem nas ruas e praças. A acusação de vadiagem pesa sobre músicos e festeiros negros: Heitor dos Prazeres, futuro sambista, é preso por vadiagem aos 13 anos. O decreto é assinado no Rio, então capital da República, por Deodoro da Fonseca e Campos Sales.

FIG. 017 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abre a estação de Madureira

VERBETE Nº 0181890

Abre a estação de Madureira

ANO
1890
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Madureira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

A estação de Madureira abre em 15 de junho de 1890. Em volta dela cresce o principal centro dos subúrbios da Central. A Serrinha do Império Serrano fica no bairro, e a Portela nasce em Oswaldo Cruz, a estação seguinte.

FIG. 018 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Primeiro bonde elétrico

VERBETE Nº 0191892

Primeiro bonde elétrico

ANO
1892
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Largo da Carioca
LINHA
Bonde · Jardim Botânico

Em 8 de outubro de 1892 o presidente Floriano Peixoto inaugura o primeiro bonde elétrico de passageiros da América do Sul, da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, entre o Largo da Carioca e o Largo do Machado. É o bonde elétrico que vai aparecer nos sambas das décadas seguintes, como 'O Bonde São Januário' (1940). O ponto de partida é o Largo da Carioca, onde hoje fica a estação Carioca do metrô.

FIG. 019 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Hilário Jovino põe o rancho no Carnaval

VERBETE Nº 0201893

Hilário Jovino põe o rancho no Carnaval

ANO
1893
BAIRRO
Saúde
LOCAL
Centro

Segundo o próprio Hilário Jovino Ferreira, em entrevista de 1930, o rancho Rei de Ouros nasce em 6 de janeiro de 1893, num botequim da Rua Larga de São Joaquim. Os ranchos saem no Dia de Reis; o Rei de Ouros passa a desfilar no Carnaval, e Hilário vira o principal organizador de ranchos da Saúde. A ele também se atribuem os instrumentos de corda e sopro e o casal de mestre-sala e porta-bandeira nos cortejos. A Rua Larga é hoje a Avenida Marechal Floriano, no Centro, ao pé do Morro da Conceição, onde ele mora ao chegar ao Rio.

FIG. 020 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Corta-Jaca nasce na opereta

VERBETE Nº 0211895

Corta-Jaca nasce na opereta

ANO
1895
LOCAL
Rio de Janeiro

Chiquinha Gonzaga compõe em 1895 o tango 'Gaúcho' para a opereta burlesca 'Zizinha Maxixe', que fica só três dias em cartaz. Já conhecida como 'Corta-Jaca', a música é tocada ao violão pela primeira-dama Nair de Teffé numa recepção no Palácio do Catete, em 1914, e o senador Rui Barbosa condena o episódio na tribuna. É a primeira vez que uma melodia popular brasileira entra nos salões do poder, caminho que o samba vai fazer depois. O teatro de 1895 não é identificado; o Palácio do Catete fica no Catete, ao lado da atual estação Catete do metrô.

FIG. 021 · FOTO: Unknown author Unknown author · dominio-publico

A Melhoramentos do Brasil abre a futura Linha Auxiliar

VERBETE Nº 0221895

A Melhoramentos do Brasil abre a futura Linha Auxiliar

ANO
1895
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mercadão de Madureira
LINHA
Trem · Linha Auxiliar
LOCAL
Madureira

Em 1º de novembro de 1895 a Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil abre a linha entre Mangueira e Honório Gurgel, com paradas como Del Castilho e Magno. Em 1903 ela passa à Central como Linha Auxiliar. A antiga Magno é hoje a estação Mercadão de Madureira, e a ponta da linha chega à Pavuna.

FIG. 022 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O bonde de Santa Teresa cruza os Arcos da Lapa

VERBETE Nº 0231896

O bonde de Santa Teresa cruza os Arcos da Lapa

ANO
1896
BAIRRO
Lapa
ESTAÇÃO
Estação Carioca
LINHA
Bonde · Santa Teresa

Em 1º de setembro de 1896 o bonde elétrico de Santa Teresa começa a cruzar os Arcos da Lapa, o antigo aqueduto da Carioca. A linha nasce em 1877, com plano inclinado e tração animal, e é a única dos bondes antigos que roda até hoje. Embaixo dos Arcos fica a Lapa, o bairro dos cabarés que Wilson Batista frequenta quando chega ao Rio, em 1929.

FIG. 023 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abre a estação Rio das Pedras, futura Oswaldo Cruz

VERBETE Nº 0241898

Abre a estação Rio das Pedras, futura Oswaldo Cruz

ANO
1898
BAIRRO
Oswaldo Cruz
ESTAÇÃO
Oswaldo Cruz
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

A estação Rio das Pedras abre em 17 de abril de 1898, com o nome do rio que corre pelo bairro. Em 1917 passa a se chamar Oswaldo Cruz. Seis anos depois a Portela nasce no bairro, e a estação vira a porta de entrada do samba portelense.

FIG. 024 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Ó Abre Alas

VERBETE Nº 0251899

Ó Abre Alas

ANO
1899
BAIRRO
Andaraí

Chiquinha Gonzaga compõe 'Ó Abre Alas' no começo de 1899 para o cordão Rosa de Ouro. É tida como a primeira marcha feita para o Carnaval, obra de uma compositora neta de uma mulher escravizada e que, desde 1885, é a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Ela mora então no Andaraí, bairro da sede do cordão, e compõe a música ao piano numa tarde de ensaio.

FIG. 025 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

As casas das tias baianas

VERBETE Nº 0261900

As casas das tias baianas

ANO
1900
BAIRRO
Pequena África
ESTAÇÃO
Presidente Vargas
LINHA
Metrô · Linha 1
LOCAL
Cidade Nova

Entre 1900 e 1920, além de Tia Ciata, outras baianas como Tia Bebiana, Tia Perciliana e Tia Amélia abrem suas casas para festas, cultos e reuniões de samba. Delas saem bambas: Tia Amélia é mãe de Donga, e Tia Perciliana, de João da Baiana. Essas casas são ao mesmo tempo terreiro, rede de ajuda e escola do samba que vai nascer. Ficam na Pequena África, da Saúde à Cidade Nova, em volta da estação Central do Brasil.

FIG. 026 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Primeira gravação no Brasil: 'Isto é bom'

VERBETE Nº 0271902

Primeira gravação no Brasil: 'Isto é bom'

ANO
1902
BAIRRO
Rua do Ouvidor
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Casa Edison
LOCAL
Centro

A Casa Edison, aberta em 1900 por Fred Figner na Rua do Ouvidor, 107, faz a partir de 1902 as primeiras gravações de disco no Brasil. O lundu 'Isto é bom', de Xisto Bahia, na voz do cantor Baiano, recebe o número 1 do catálogo de 1902 e é tido como o marco inicial da fonografia no país. Baiano é também quem grava 'Pelo telefone', considerado o primeiro samba em disco: a indústria que nasce ali vai espalhar o samba. A loja fica no Centro do Rio, e a sala de gravação funciona no número 105 da mesma rua.

FIG. 027 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Bota-abaixo e Revolta da Vacina

VERBETE Nº 0281904

Bota-abaixo e Revolta da Vacina

ANO
1904
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Uruguaiana
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Avenida Rio Branco

De 1902 a 1906, a reforma do prefeito Pereira Passos alarga ruas, abre a Avenida Central (hoje Avenida Rio Branco, inaugurada em 1905) e derruba cerca de 1.600 prédios antigos, muitos deles cortiços: é o 'bota-abaixo'. Em novembro de 1904, a vacinação obrigatória contra a varíola, conduzida por Oswaldo Cruz, provoca a Revolta da Vacina, de 10 a 16 de novembro, com os moradores da Saúde e da Gamboa expulsando a polícia das ruas. Sem casa no Centro, a gente pobre e negra se aperta na Cidade Nova, sobe os morros e vai para os subúrbios, os mesmos lugares onde o samba vai criar raízes.

FIG. 028 · FOTO: Arquivo Geral da Cidade do Rio · dominio-publico

João do Rio retrata a Pequena África

VERBETE Nº 0291904

João do Rio retrata a Pequena África

ANO
1904
BAIRRO
Saúde

Em 1904, João do Rio publica 'As Religiões no Rio', livro que reúne as reportagens saídas na Gazeta de Notícias entre janeiro e março daquele ano. No capítulo sobre os feiticeiros, ele visita casas de africanos nas ruas de São Diogo, Barão de São Félix, Hospício, Núncio e América e anota que todos 'falam entre si um idioma comum: o eubá', isto é, o iorubá; o tom é irônico e preconceituoso com o candomblé. É um dos primeiros retratos impressos da região, entre o porto, o Centro e a Cidade Nova, que Heitor dos Prazeres vai chamar de Pequena África, com a Praça Onze como capital.

FIG. 029 · FOTO: Unknown Unknown · dominio-publico

Ameno Resedá, o rancho-modelo

VERBETE Nº 0301907

Ameno Resedá, o rancho-modelo

ANO
1907
BAIRRO
Catete
ESTAÇÃO
Catete
LINHA
Metrô · Linha 1

O rancho Ameno Resedá nasce em 1907, num piquenique em Paquetá, criado por moradores da ladeira Santo Amaro. Desfila como uma 'ópera ambulante', com enredo, coro e orquestra, e no Carnaval de 1911 leva o enredo 'Corte de Belzebu' ao Palácio Guanabara, a convite do presidente Hermes da Fonseca. É o rancho-modelo de onde as escolas de samba vão herdar o enredo, a porta-bandeira e o mestre-sala; Sinhô ajuda a fundá-lo e é seu diretor de harmonia. A sede fica no Catete, na Rua do Catete e depois na Rua Correia Dutra, perto de onde hoje está a estação Catete do metrô.

FIG. 030 · FOTO: Unknown author Unknown author · dominio-publico

A Light compra os bondes da Zona Norte

VERBETE Nº 0311907

A Light compra os bondes da Zona Norte

ANO
1907
BAIRRO
Centro
LINHA
Bonde · Vila Isabel
LOCAL
Rede de bondes da Zona Norte e do Centro

Em 1907 a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, fundada em 1904 por empresários canadenses e americanos, compra as companhias de Vila Isabel, São Cristóvão e Carris Urbanos. Uma só empresa passa a operar os bondes que ligam o Centro à Tijuca, a Vila Isabel e à Zona Norte, onde depois nascem Mangueira, Unidos de Vila Isabel e Salgueiro. Em 1910 a Light já roda 221 km de trilhos.

FIG. 031 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O pandeiro apreendido de João da Baiana

VERBETE Nº 0321908

O pandeiro apreendido de João da Baiana

ANO
1908
BAIRRO
Penha
ESTAÇÃO
Penha
LINHA
Trem · Leopoldina
LUGAR
Igreja da Penha

Em 1908, na Festa da Penha, a polícia toma e quebra o pandeiro de João da Baiana, numa época em que tocar samba era tratado como vadiagem. O senador Pinheiro Machado, que o chamava para tocar em seu palacete no Morro da Graça, manda fazer um pandeiro novo com a dedicatória 'Com a minha admiração, ao João da Baiana', que passa a valer como salvo-conduto. Até os anos 1930, a Festa da Penha, nos domingos de outubro, é a maior festa popular do Rio e a vitrine das músicas do Carnaval seguinte. Acontece em volta da igreja de Nossa Senhora da Penha, a uns 600 m da estação Penha da antiga Leopoldina.

FIG. 032 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Pixinguinha grava ainda menino

VERBETE Nº 0331911

Pixinguinha grava ainda menino

ANO
1911
BAIRRO
Catumbi

Em 1911, com 13 ou 14 anos, Pixinguinha grava pela primeira vez, na Favorite Record, como flautista do Choro Carioca, grupo dirigido por seu professor Irineu de Almeida; uma das faixas é a polca 'Nhonhô em sarilho', de Guilherme Cantalice. O pai, Alfredo da Rocha Vianna, músico amador, reúne chorões em casa, e o menino compõe o primeiro choro, 'Lata de leite', por volta de 1908. É o começo do flautista e arranjador que vai levar o choro para dentro do samba gravado. A casa da família, conhecida como Pensão Vianna, fica no Catumbi.

FIG. 033 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Heitor dos Prazeres preso por vadiagem

VERBETE Nº 0341911

Heitor dos Prazeres preso por vadiagem

ANO
1911
LOCAL
Ilha Grande, RJ · Angra dos Reis

Aos 13 anos, Heitor dos Prazeres é preso por vadiagem e passa dois meses na colônia correcional de Dois Rios, na Ilha Grande. Nascido em 1898 na Cidade Nova, perto da Praça Onze, ele é sobrinho de Hilário Jovino, de quem ganha o primeiro cavaquinho, e cresce nas rodas da casa de Tia Ciata. A prisão mostra como a repressão à vadiagem, prevista no Código Penal de 1890, pesa sobre os meninos negros e pobres que vão fazer o samba. A colônia fica fora da cidade do Rio, na Ilha Grande, em Angra dos Reis.

FIG. 034 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Bonde de burro entre Madureira e Irajá

VERBETE Nº 0351911

Bonde de burro entre Madureira e Irajá

ANO
1911
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Madureira
LINHA
Bonde · Madureira–Irajá

Em 28 de setembro de 1911 uma companhia inglesa abre uma linha de bonde a tração animal, de 5,7 km, entre a estação de trem de Madureira e Irajá. No mesmo ano a Light compra e eletrifica as duas linhas de Jacarepaguá, que partem da estação de Cascadura. O bonde do subúrbio nasce colado ao trem da Central, no eixo onde depois surgem a Portela (Oswaldo Cruz, 1923) e o Império Serrano (Madureira, 1947).

FIG. 035 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A roleta no Largo da Carioca

VERBETE Nº 0361913

A roleta no Largo da Carioca

ANO
1913
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Largo da Carioca
LINHA
Bonde · Jardim Botânico
LUGAR
Largo da Carioca

Em 1913, repórteres do jornal A Noite, em campanha contra o jogo que a polícia do chefe Belisário Távora deixava correr, montam uma roleta de papelão em pleno Largo da Carioca, com o cartaz 'Jogo franco'. Um guarda desmonta a roleta, e a reportagem sai no dia seguinte, na primeira página. A piada vira o tema da letra de 'Pelo Telefone', que zomba de um chefe de polícia que manda avisar, por telefone, onde há roleta. O largo fica no Centro, onde hoje está a estação Carioca do metrô.

FIG. 036 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A feira de Madureira, embrião do Mercadão

VERBETE Nº 0371914

A feira de Madureira, embrião do Mercadão

ANO
1914
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Mercadão de Madureira
LINHA
Trem · Linha Auxiliar
LUGAR
Quadra do Império Serrano

Em 1914 abre em Madureira uma pequena feira livre de produtos da roça, no terreno onde hoje fica a quadra do Império Serrano. A feira cresce com o subúrbio do trem e dá origem ao Mercadão de Madureira. Fica no bairro Madureira, ao lado da estação Mercadão de Madureira, do trem (Linha Auxiliar).

FIG. 037 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O maxixe no Palácio do Catete

VERBETE Nº 0381914

O maxixe no Palácio do Catete

ANO
1914
BAIRRO
Catete
ESTAÇÃO
Catete
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Palácio do Catete

Em 26 de outubro de 1914, na festa de despedida do governo Hermes da Fonseca, a primeira-dama Nair de Teffé leva ao salão do Palácio do Catete o 'Corta-Jaca', tango de Chiquinha Gonzaga, tocado ao violão. Dias depois, da tribuna do Senado, Rui Barbosa ataca a música como 'a mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens'. O escândalo mostra a música popular de raiz negra entrando no salão do poder, anos antes de o samba ser aceito. O palácio fica no Catete, ao lado de onde hoje está a estação Catete do metrô.

FIG. 038 · FOTO: Unknown Unknown · dominio-publico

MARCO DA MÚSICANº 039

1916

Pelo Telefone é registrado

Em 27 de novembro de 1916, a Biblioteca Nacional conclui o registro da partitura de 'Pelo Telefone', sob o número 3.295, pedido por Donga em 6 de novembro e feito só no nome dele, com uma partitura para piano assinada por Pixinguinha. O registro transforma um samba nascido nas rodas da casa de Tia Ciata em obra de um autor e abre uma das brigas de autoria mais famosas do samba; o jornalista Mauro de Almeida, que ajeitou os versos, só entra como parceiro depois. A Biblioteca fica na Cinelândia, no Centro, ao lado de onde hoje está a estação Cinelândia do metrô.

Pelo Telefone é registrado
FIG. 039FOTO: desconhecido · dominio-publico
Baiano grava Pelo Telefone

VERBETE Nº 0401917

Baiano grava Pelo Telefone

ANO
1917
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Casa Edison

Em janeiro de 1917, a Casa Edison grava 'Pelo Telefone' para o selo Odeon: primeiro com a Banda Odeon e logo depois com o cantor Baiano e coro, só com cavaquinho e violão, no disco Odeon 121.322. A gravação de Baiano é o grande sucesso do Carnaval de 1917 e fixa 'Pelo Telefone' como marco do samba gravado, embora discos anteriores já trouxessem a palavra samba no título ou no selo. A Casa Edison, representante exclusiva da Odeon no Brasil, fica na Rua do Ouvidor, no Centro.

FIG. 040 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A polêmica da autoria

VERBETE Nº 0411917

A polêmica da autoria

ANO
1917
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Avenida Rio Branco

Em 4 de fevereiro de 1917, às vésperas do Carnaval, o Jornal do Brasil publica nota do Grêmio Fala Gente: o 'verdadeiro tango Pelo Telefone' vai ser cantado num domingo na Avenida Rio Branco, com autoria de João da Mata, do maestro Germano, de Tia Ciata e de Hilário Jovino, em arranjo do pianista J. Silva, o Sinhô. A nota traz uma versão da letra que acusa Donga de assinar o que era de todos e diz que o samba se chamava 'Roceiro'. É o começo público da briga de autoria mais famosa do samba, que nasce coletivo nas rodas da casa de Tia Ciata e vira obra com dono. O palco anunciado é a Avenida Rio Branco, no Centro.

FIG. 041 · FOTO: Unknown Unknown · dominio-publico

Sambas de resposta

VERBETE Nº 0421918

Sambas de resposta

ANO
1918
BAIRRO
Cidade Nova
LUGAR
Casa da Tia Ciata

Em 1918 Sinhô lança 'Quem são eles?', gravado por Baiano na Odeon. O grupo de Donga e Pixinguinha, que no mesmo carnaval faz sucesso com 'O malhador', toma o samba como provocação e responde no carnaval de 1919 com 'Fica calmo que aparece' (Donga), 'Não és tão falado assim' (Hilário Jovino) e 'Já te digo' (Pixinguinha e China). A briga, travada em disco e no carnaval, mostra o samba já como mercado e disputa de autoria. Os dois lados frequentam a mesma casa: a da Tia Ciata, na antiga Rua Visconde de Itaúna, junto à Praça Onze.

FIG. 042 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Os Oito Batutas

VERBETE Nº 0431919

Os Oito Batutas

ANO
1919
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Cinelândia
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Cinelândia

Em 1919, logo depois do carnaval, Pixinguinha e Donga formam os Oito Batutas para tocar na sala de espera do Cine Palais, a pedido do gerente Isaac Frankel. O repertório mistura maxixes, lundus, choros, batuques e cateretês, e a sala, vazia desde a gripe espanhola, passa a encher todo dia. Há protestos contra músicos negros num cinema de elite, mas o grupo vira atração maior que os filmes e passa a tocar em festas da alta sociedade. O Palais fica na Cinelândia, no Centro.

FIG. 043 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Vila Isabel vira reduto boêmio

VERBETE Nº 0441920

Vila Isabel vira reduto boêmio

ANO
1920
BAIRRO
Vila Isabel
ESTAÇÃO
Boulevard 28 de Setembro
LINHA
Bonde · Vila Isabel
LUGAR
Boulevard 28 de Setembro

Entre os anos 1920 e 1930, Vila Isabel é ponto de encontro de músicos e boêmios, como Noel Rosa, nascido no bairro em 1910, Orestes Barbosa, Almirante e Braguinha. Em 1929, Almirante, Braguinha e outros moradores formam o grupo que vira o Bando de Tangarás, e Noel entra logo depois; no bar Ponto de Cem Réis, ele convive com sambistas do Salgueiro. O bairro, aberto em 1872, é ligado ao Centro desde 1875 pela linha de bonde da Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel. Hoje a estátua de Noel sentado a uma mesa de bar fica na entrada do Boulevard 28 de Setembro.

FIG. 044 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A Festa da Penha como vitrine de sambas

VERBETE Nº 0451920

A Festa da Penha como vitrine de sambas

ANO
1920
BAIRRO
Penha
ESTAÇÃO
Penha
LINHA
Trem · Leopoldina
LUGAR
Igreja da Penha

Nos anos 1920 a Festa da Penha, em outubro e novembro, funciona como vitrine de sambas: ali Canuto canta 'Vou à Penha rasgado'. A história do bairro registra que 'Pelo Telefone' também é lançado na festa. O outeiro da igreja fica perto da estação da Penha, aberta pela linha da Leopoldina em 1886.

FIG. 045 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Sinhô e o 'Fala Baixo'

VERBETE Nº 0461921

Sinhô e o 'Fala Baixo'

ANO
1921
BAIRRO
Penha
LUGAR
Igreja da Penha

Em 1921 Sinhô lança na Festa da Penha a marcha 'Fala baixo', que zomba de Artur Bernardes, chamado de 'Rolinha' pelos adversários. Bernardes é então presidente de Minas Gerais e candidato à Presidência da República. Com a polícia atrás dele, Sinhô se esconde por um tempo na casa da mãe, no subúrbio de Engenho de Dentro. O caso mostra o samba já como crônica política, e a Festa da Penha, em volta da Igreja da Penha, como a maior vitrine popular do Rio depois do carnaval.

FIG. 046 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Os Batutas em Paris

VERBETE Nº 0471922

Os Batutas em Paris

ANO
1922
LOCAL
Paris / Buenos Aires · Paris

Em 1922 os Oito Batutas embarcam para Paris a convite do dançarino Duque, com a viagem paga pelo milionário Arnaldo Guinle. Viajam sete músicos, anunciados como Les Batutas, e a temporada na casa noturna Schéhérazade, prevista para um mês, dura cerca de seis meses. João da Baiana fica no Rio para não perder o posto de fiscal no Cais do Porto. A volta, em agosto, traz saxofones e repertório de jazz-band; no fim do ano o grupo vai a Buenos Aires e grava vinte músicas na Victor argentina.

FIG. 047 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

Nasce a Portela em Oswaldo Cruz

VERBETE Nº 0481923

Nasce a Portela em Oswaldo Cruz

ANO
1923
BAIRRO
Oswaldo Cruz
ESTAÇÃO
Oswaldo Cruz
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

A Portela adota como fundação o dia 11 de abril de 1923, quando surge em Oswaldo Cruz o bloco Conjunto Oswaldo Cruz, com Paulo da Portela, Antônio Caetano e Antônio Rufino entre os fundadores. O grupo troca de nome algumas vezes, passa por Vai Como Pode e vira Portela em 1935. Nasce ao lado da estação Oswaldo Cruz: Paulo da Portela volta da Central do Brasil de trem e só solta a voz quando as portas fecham, longe da polícia do Centro. Desde 1995, o Trem do Samba refaz esse trajeto.

FIG. 048 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Morre Tia Ciata

VERBETE Nº 0491924

Morre Tia Ciata

ANO
1924
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Praça Onze
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Casa da Tia Ciata
LOCAL
Cidade Nova

Tia Ciata morre em 10 de abril de 1924, às 18 horas, de colapso cardíaco, na casa 117 da Rua Visconde de Itaúna, segundo processos guardados no arquivo do Tribunal de Justiça do Rio. A casa foi o principal ponto de encontro dos primeiros sambistas, como Donga, Sinhô e João da Baiana. A rua some no começo dos anos 1940 com a abertura da Avenida Presidente Vargas. O lugar fica na Cidade Nova, junto à Praça Onze, perto de onde hoje está a estação Praça Onze do metrô.

FIG. 049 · FOTO: Unknown author Unknown author · dominio-publico

Bloco dos Arengueiros no Morro da Mangueira

VERBETE Nº 0501925

Bloco dos Arengueiros no Morro da Mangueira

ANO
1925
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mangueira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro da Mangueira

Em 1925, Cartola e Carlos Cachaça fundam o Bloco dos Arengueiros no Morro da Mangueira, com Saturnino Gonçalves, Marcelino José Claudino e Francisco Ribeiro. Três anos depois, o bloco se junta a outros grupos do morro e vira a Estação Primeira de Mangueira. O morro fica colado à estação Mangueira, na linha do trem que sai da Central do Brasil.

FIG. 050 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abre a estação Barão de Mauá

VERBETE Nº 0511926

Abre a estação Barão de Mauá

ANO
1926
BAIRRO
São Cristóvão
ESTAÇÃO
Barão de Mauá
LINHA
Trem · Leopoldina

A Leopoldina Railway inaugura a estação Barão de Mauá em 6 de dezembro de 1926, novo ponto de partida dos trens para Ramos, Olaria e Penha. É a porta do Centro para a Zona da Leopoldina. Deixa de receber trens urbanos em 2001.

FIG. 051 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Sinhô, 'Rei do Samba'

VERBETE Nº 0521927

Sinhô, 'Rei do Samba'

ANO
1927
LOCAL
Teatro República, Rio

Em 1927, na Noite Luso-Brasileira do Teatro República, Sinhô é coroado 'Rei do Samba'. É o compositor mais popular da década, com sucessos no carnaval, no teatro de revista e em disco. O título não cala as acusações de plágio: Heitor dos Prazeres cobra parte da autoria de 'Ora vejam só' e 'Gosto que me enrosco', e Sinhô se defende dizendo que 'samba é como passarinho, é de quem pegar'.

FIG. 052 · FOTO: desconhecido · dominio-publico

CAPÍTULO 02

ESTÁCIO E ERA DE OURO

1928 — 1959

16 LUGARES NO MAPA · 66 MOMENTOS

BAÍA DE GUANABARA →OCEANO ATLÂNTICO ↓MANGUEIRA1928CENTRO1928ESTÁCIO1928ENGENHO DE DENTRO1929VILA ISABEL1930PRAÇA ONZE1932LAPA1933ENCANTADO1933MÉIER1937SÃO CRISTÓVÃO1940OSWALDO CRUZ1941MADUREIRA1947ANDARAÍ1951COPACABANA1952SALGUEIRO1953RAMOS1959
Fundação da Estação Primeira de Mangueira

VERBETE Nº 0531928

Fundação da Estação Primeira de Mangueira

ANO
1928
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mangueira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro da Mangueira

Em 28 de abril de 1928, o Bloco dos Arengueiros se une a outros grupos do morro e nasce a Estação Primeira de Mangueira, com Cartola, Carlos Cachaça, Saturnino Gonçalves e Zé Espinguela entre os fundadores. É uma das primeiras escolas de samba do Rio, e Cartola propõe o verde e rosa do rancho Arrepiados. O nome vem do trem: contando a partir da Central do Brasil, a estação Mangueira é a primeira com samba.

FIG. 053 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Linda Flor', o primeiro samba-canção

VERBETE Nº 0541928

'Linda Flor', o primeiro samba-canção

ANO
1928
BAIRRO
Centro

Em 1928, Henrique Vogeler compõe 'Linda Flor' para a cena de abertura de uma revista de teatro. Em 1929 a melodia sai em disco com letras diferentes, e a versão 'Ai, Ioiô', com versos de Luís Peixoto, gravada por Aracy Cortes, faz grande sucesso. Historiadores como Ary Vasconcelos e José Ramos Tinhorão a tratam como o primeiro samba-canção: samba mais lento, para ouvir e cantar a dor de amor. O gênero nasce com os músicos dos teatros de revista do Centro do Rio.

FIG. 054 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O surdo nasce de uma lata de manteiga

VERBETE Nº 0551928

O surdo nasce de uma lata de manteiga

ANO
1928
BAIRRO
Estácio
ESTAÇÃO
Estácio
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Largo do Estácio
INSTRUMENTO
surdo

A tradição atribui a Bide (Alcebíades Maia Barcelos), sapateiro e compositor do Estácio, a introdução do surdo no samba, no tempo da Deixa Falar, fundada em 1928; o primeiro teria saído de uma lata de manteiga. O tambor grave dá ao bloco uma marcação firme para desfilar e vira a base da bateria de escola de samba. A atribuição vem de depoimentos posteriores, como o de Mestre Marçal em 1991, e não de documento de época. Fica no Estácio, onde hoje está a estação Estácio do metrô.

FIG. 055 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Tamborim no Estácio (atribuição incerta)

VERBETE Nº 0561928

Tamborim no Estácio (atribuição incerta)

ANO
1928
BAIRRO
Estácio
ESTAÇÃO
Estácio
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Largo do Estácio
INSTRUMENTO
tamborim

A tradição oral credita a Bide (Alcebíades Maia Barcelos), do Estácio, também a entrada do tamborim no acompanhamento do samba, no tempo da Deixa Falar (1928). O tamborim faz o desenho agudo e picado que conversa com o grave do surdo e vira peça fixa da bateria. O Dicionário Cravo Albin repete a atribuição, mas nenhum documento de época a confirma. Fica no Estácio, onde hoje está a estação Estácio do metrô.

FIG. 056 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Abre o Café Nice

VERBETE Nº 0571928

Abre o Café Nice

ANO
1928
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Café Nice

O Café Nice abre em 18 de agosto de 1928 na Avenida Rio Branco, 174, esquina com a Rua Bethencourt da Silva. Vira ponto de compositores, cantores e gente do rádio, e aparece em sambas como centro da boemia musical até fechar, em 1954. Fica no bairro Centro, a cerca de 1,5 km da estação Central do Brasil, do trem (linha da Central).

FIG. 057 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Jura' e 'Gosto que me enrosco' com Mário Reis

VERBETE Nº 0581928

'Jura' e 'Gosto que me enrosco' com Mário Reis

ANO
1928
LOCAL
Rio de Janeiro

Aluno de violão de Sinhô, Mário Reis grava o primeiro disco em 1928, com duas músicas do mestre, e vira seu intérprete preferido. 'Jura', lançado por Aracy Cortes na revista 'Microlândia', é gravado no fim de 1928 por Mário e por Aracy quase ao mesmo tempo; em 1929 Mário grava 'Gosto que me enrosco', samba cuja autoria Heitor dos Prazeres reivindica. O canto coloquial de Mário Reis, na nova gravação elétrica, rompe com o bel canto da época. É o samba amaxixado no auge, pouco antes da virada rítmica do Estácio.

FIG. 058 · FOTO: Musica Brasilis (edição) · cc-by-sa

MARCO DA MÚSICANº 059

1928

Deixa Falar: o Estácio muda o samba

Em 1928 Ismael Silva e sambistas do Estácio fundam o Deixa Falar, que desfila na Praça Onze nos carnavais de 1929, 1930 e 1931. Ismael diz que o nome 'escola de samba' vem da Escola Normal do Largo do Estácio: ali se formariam professores de samba. O samba do Estácio traz um padrão mais batucado e sincopado, diferente do samba amaxixado de 'Pelo Telefone'. A sede fica na Rua do Estácio, 27, esquina com Maia de Lacerda, perto de onde hoje está a estação Estácio do metrô.

Deixa Falar: o Estácio muda o samba
FIG. 059FOTO: Unknown Unknown · dominio-publico
Concurso de sambas no terreiro de Zé Espinguela

VERBETE Nº 0601929

Concurso de sambas no terreiro de Zé Espinguela

ANO
1929
BAIRRO
Engenho de Dentro
ESTAÇÃO
Engenho de Dentro
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 20 de janeiro de 1929, o pai de santo Zé Espinguela reúne em sua casa, no Engenho de Dentro, sambistas de Oswaldo Cruz, da Mangueira e do Estácio para uma disputa de sambas com júri de jornalistas. Vence o Conjunto Oswaldo Cruz, futura Portela, com um samba de Heitor dos Prazeres; o Deixa Falar é eliminado por levar instrumentos de sopro, que estavam proibidos. É o ensaio dos concursos de escolas de samba. A casa ficava na Rua Adolfo Bergamini, no bairro da estação Engenho de Dentro, no tronco da Central.

FIG. 060 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Na Pavuna': a batucada entra no estúdio

VERBETE Nº 0611929

'Na Pavuna': a batucada entra no estúdio

ANO
1929
ESTAÇÃO
Pavuna
LINHA
Trem · Linha Auxiliar
LOCAL
Pavuna
INSTRUMENTO
surdo, tamborim, cuíca e pandeiro

O Bando de Tangarás, com Almirante na voz, grava 'Na Pavuna' (Candoca da Anunciação e Almirante) no fim de 1929, na Parlophon, para o Carnaval de 1930. Ritmistas tocam surdo, tamborins, pandeiros e cuícas: segundo Carlos Sandroni, é ao que tudo indica a primeira vez que músicos de batucada entram num estúdio do Rio, e a batucada chega ao disco de 78 rotações. O samba leva o nome da Pavuna, bairro da Zona Norte com estação de trem desde 1910, hoje no ramal Belford Roxo, a antiga Linha Auxiliar.

FIG. 061 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Pixinguinha rege a Orquestra Victor Brasileira

VERBETE Nº 0621929

Pixinguinha rege a Orquestra Victor Brasileira

ANO
1929
BAIRRO
Centro
INSTRUMENTO
orquestra

No fim de 1929, a gravadora Victor se instala no Brasil e contrata Pixinguinha como arranjador exclusivo; no mesmo ano ele passa a reger a Orquestra Victor Brasileira. Escrever uma parte para cada instrumento faz dele um dos primeiros arranjadores da música brasileira, e o samba gravado ganha arranjo de orquestra. O primeiro disco da Victor no Brasil traz dois choros dele, 'Vem cá! Não vou' e 'Urubatan'.

FIG. 062 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

João Mina leva a cuíca para as escolas

VERBETE Nº 0631930

João Mina leva a cuíca para as escolas

ANO
1930
BAIRRO
Estácio
ESTAÇÃO
Estácio
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Largo do Estácio
INSTRUMENTO
cuíca

O batuqueiro João Mina, do Estácio, é lembrado como quem leva a cuíca para as escolas de samba e como um dos primeiros a gravá-la, nos anos 1930. O livro 'Cuícas Imortais: de João Mina a Boca de Ouro', de J. Muniz Jr. e Paulinho Bicolor, o apresenta mais como divulgador do que como inventor: a cuíca vem de tambores de fricção centro-africanos, de Angola e do Congo. Com ela, a bateria ganha o ronco que vira marca dos desfiles. Fica no Estácio, onde hoje está a estação Estácio do metrô.

FIG. 063 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Benedito Lacerda forma o Gente do Morro, embrião do seu regional

VERBETE Nº 0641930

Benedito Lacerda forma o Gente do Morro, embrião do seu regional

ANO
1930
LOCAL
Rio de Janeiro
INSTRUMENTO
flauta, cavaquinho, violão e pandeiro

Em 1930, o flautista Benedito Lacerda, nascido em Macaé e morador do Estácio desde os 17 anos, organiza o grupo Gente do Morro, nome dado por Sinhô. O conjunto vira o Regional de Benedito Lacerda: entre 1935 e 1938 acompanha na Odeon gravações de Carmen Miranda, Sílvio Caldas, Noel Rosa e Francisco Alves, e em 1937 se fixa com flauta, os violões de Dino e Meira e o cavaquinho de Canhoto. Vira a base de acompanhamento mais importante da época, em disco e no rádio; na Rádio Tupi, atua por vários anos.

FIG. 064 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Carmen Miranda grava 'Taí'

VERBETE Nº 0651930

Carmen Miranda grava 'Taí'

ANO
1930
BAIRRO
Centro

Em 27 de janeiro de 1930 Carmen Miranda grava pela Victor a marcha 'Taí (Pra Você Gostar de Mim)', de Joubert de Carvalho. O disco vende 35 mil cópias, recorde da época, e ela ganha contrato de dois anos com a gravadora: começa a era das cantoras do rádio, que levam o samba e a marcha a todo o país. Carmen mora então na pensão da mãe na Travessa do Comércio, 13, junto à Praça XV, depois de crescer na Lapa.

FIG. 065 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Noel Rosa lança 'Com que roupa?'

VERBETE Nº 0661930

Noel Rosa lança 'Com que roupa?'

ANO
1930
BAIRRO
Vila Isabel
LINHA
Bonde · Vila Isabel

Noel Rosa grava 'Com que Roupa?' na Parlophon em agosto de 1930, e o samba é um dos maiores sucessos do carnaval de 1931. Composta em 1929, a letra faz da falta de dinheiro uma crônica bem-humorada, marca do samba de Noel. Ele vive a vida inteira na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel, bairro aberto em 1872 pelo Barão de Drummond com linha de bonde própria, a da Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel.

FIG. 066 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Se Você Jurar': o samba do Estácio no disco

VERBETE Nº 0671931

'Se Você Jurar': o samba do Estácio no disco

ANO
1931
BAIRRO
Estácio
ESTAÇÃO
Estácio
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Largo do Estácio

Em 1931, 'Se Você Jurar', de Ismael Silva e Nilton Bastos com Francisco Alves na parceria, é gravado por Francisco Alves e Mário Reis e vira sucesso. É o samba do Estácio, de ritmo mais batucado e próprio para andar no desfile, ocupando o disco e o rádio. A parceria com o cantor mais popular da época leva os bambas do Largo do Estácio para o centro da indústria musical. O largo fica junto da atual estação Estácio do metrô.

FIG. 067 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Noel no Ponto de Cem Réis

VERBETE Nº 0681931

Noel no Ponto de Cem Réis

ANO
1931
BAIRRO
Vila Isabel
ESTAÇÃO
Ponto de Cem Réis
LINHA
Bonde · Vila Isabel

Entre 1931 e 1932 Noel Rosa frequenta o bar Ponto de Cem Réis, em Vila Isabel, e ali conhece sambistas do Salgueiro. O nome vem de um ponto de bonde do bairro, onde a passagem mudava de preço. O ponto de bonde vira ponto de encontro entre o rapaz da Vila e os compositores do morro.

FIG. 068 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Percussão de escola vira rotina de gravação

VERBETE Nº 0691932

Percussão de escola vira rotina de gravação

ANO
1932
LOCAL
Estúdios do Rio

Por volta de 1932, segundo Carlos Sandroni, os ritmistas vindos das escolas de samba deixam de ser exceção e viram presença comum nas gravações do Rio. A batucada entra no disco em formato reduzido, um surdo, um pandeiro e um ou dois tamborins, e os trombones e tubas param de martelar a síncope entre as frases do cantor. Somada aos violões, ao cavaquinho e a um solista, essa 'batucada de câmara' forma o que estúdios e rádios passam a chamar de regional.

FIG. 069 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Primeiro desfile das escolas na Praça Onze

VERBETE Nº 0701932

Primeiro desfile das escolas na Praça Onze

ANO
1932
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Cidade Nova

Em 7 de fevereiro de 1932, o jornal Mundo Sportivo, de Mário Filho, organiza na Praça Onze o primeiro concurso de escolas de samba, vencido pela Mangueira. O desfile vira competição, com jurados e regras. Fica no bairro Cidade Nova, a cerca de 800 m da estação Central do Brasil, do trem (linha da Central).

FIG. 070 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Orquestra Tabajara e o som de gafieira

VERBETE Nº 0711933

Orquestra Tabajara e o som de gafieira

ANO
1933
LOCAL
João Pessoa e Rio de Janeiro · João Pessoa
INSTRUMENTO
metais (sax, trompete, trombone)

Por volta de 1933, nasce em João Pessoa a orquestra que vira a Tabajara: ela anima bailes na Paraíba e, em 1937, passa à rádio oficial do governo do estado. Severino Araújo assume a direção em 1938 e, em 1945, a orquestra chega ao Rio contratada pela Rádio Tupi. Com metais, piano e bateria, ela é a orquestra de baile mais requisitada do Rio, no tempo em que o samba de salão adota o formato de big band, base do samba de gafieira.

FIG. 071 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A polêmica Noel Rosa x Wilson Batista

VERBETE Nº 0721933

A polêmica Noel Rosa x Wilson Batista

ANO
1933
BAIRRO
Lapa
LOCAL
Vila Isabel

Em 1933 Wilson Batista exalta o malandro em 'Lenço no Pescoço', gravado por Sílvio Caldas, e Noel Rosa responde com 'Rapaz Folgado'. Até 1936 os dois trocam sambas de resposta, como 'Mocinho da Vila', 'Feitiço da Vila', 'Conversa Fiada', 'Palpite Infeliz' e 'Frankenstein da Vila', e a briga acaba em parceria: 'Deixa de Ser Convencida'. É a polêmica mais conhecida do samba, entre a Lapa da malandragem e a Vila Isabel de Noel.

FIG. 072 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Aracy de Almeida, a voz de Noel

VERBETE Nº 0731933

Aracy de Almeida, a voz de Noel

ANO
1933
BAIRRO
Encantado
ESTAÇÃO
Encantado
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 1933 Aracy de Almeida estreia na Rádio Educadora, levada por Custódio Mesquita, e ali conhece Noel Rosa; no fim de 1934 grava o primeiro samba dele, 'Riso de Criança', e vira sua intérprete preferida. Em 1950 e 1951 grava pela Continental discos só com Noel, o primeiro com arranjos de Radamés Gnattali, que trazem a obra dele de volta 13 anos após a morte. Aracy nasce e cresce no Encantado, subúrbio da linha da Central.

FIG. 073 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Agora é Cinza' vence o concurso da Prefeitura

VERBETE Nº 0741934

'Agora é Cinza' vence o concurso da Prefeitura

ANO
1934
BAIRRO
Estácio

Em 1934, 'Agora é Cinza', de Bide e Marçal, vence o concurso de marchas e sambas do Departamento de Turismo da Prefeitura, com júri formado por um representante de cada jornal diário. O samba tinha sido gravado por Mário Reis na Victor em outubro de 1933 e é o grande sucesso do Carnaval de 1934. Bide e Marçal são da turma do Estácio que firmou o novo ritmo, e o prêmio mostra o poder público adotando esse samba como música oficial do Carnaval carioca.

FIG. 074 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Nasce a União das Escolas de Samba

VERBETE Nº 0751934

Nasce a União das Escolas de Samba

ANO
1934
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Praça Onze
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Praça Onze/Cidade Nova

Em 1934, os dirigentes das escolas fundam a União das Escolas de Samba (UES) para negociar com o poder público e defender os sambistas. A partir dela o desfile ganha regulamento: uma escola já não decide sozinha o que leva à Praça Onze. A UES pede à Prefeitura de Pedro Ernesto que oficialize o desfile, o que acontece no Carnaval seguinte.

FIG. 075 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Primeiro desfile oficial: vence o Vai Como Pode

VERBETE Nº 0761935

Primeiro desfile oficial: vence o Vai Como Pode

ANO
1935
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Praça Onze
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Praça Onze/Cidade Nova

No Carnaval de 1935, a Praça Onze recebe o primeiro desfile oficial das escolas de samba, organizado pela UES e subvencionado pela Prefeitura de Pedro Ernesto. Vence o Vai Como Pode, de Oswaldo Cruz, com o enredo 'O samba dominando o mundo'; a Mangueira fica em segundo. No mesmo ano, na renovação da licença policial, a escola troca o nome e passa a se chamar Portela. A praça ficava perto da atual estação Praça Onze do metrô.

FIG. 076 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Radamés Gnattali chega à Rádio Nacional

VERBETE Nº 0771936

Radamés Gnattali chega à Rádio Nacional

ANO
1936
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Uruguaiana
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Rádio Nacional

Em 1936, Radamés Gnattali é contratado pela Rádio Nacional, inaugurada naquele ano no Edifício A Noite, e ali fica cerca de trinta anos como pianista, maestro e arranjador. Orquestrador da gravadora Victor desde 1934, ele passa a marcação do samba da percussão para os naipes de sopro e, em 1943, cria a Orquestra Brasileira, com violões, cavaquinho e percussão: é o som de orquestra que o samba ganha no rádio. O prédio fica na Praça Mauá, no Centro, a 1,3 km da Central do Brasil.

FIG. 077 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A Rádio Nacional entra no ar

VERBETE Nº 0781936

A Rádio Nacional entra no ar

ANO
1936
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Uruguaiana
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Rádio Nacional

A Rádio Nacional faz sua primeira transmissão em 12 de setembro de 1936, do alto do Edifício A Noite, na Praça Mauá. Encampada pelo governo Vargas em 1940, vira a principal vitrine do samba e dos cantores do rádio. Fica no bairro Centro, a cerca de 600 m da estação Uruguaiana, do metrô (Linha 1).

FIG. 078 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Moreira da Silva inventa o samba de breque

VERBETE Nº 0791937

Moreira da Silva inventa o samba de breque

ANO
1937
BAIRRO
Méier
ESTAÇÃO
Méier
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Num show no teatro do Méier, Moreira da Silva interrompe o acompanhamento no meio de 'Jogo Proibido', de Tancredo Silva e parceiros, e encaixa um comentário falado e cômico sobre a letra. A parada, o 'breque', vira a marca de um subgênero: o samba de breque, crônica de malandro com pausas faladas. O primeiro grande sucesso do estilo é 'Acertei no Milhar', de Wilson Batista e Geraldo Pereira. O cinema ficava no Méier, bairro da estação Méier, no tronco da Central.

FIG. 079 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Dino entra no regional de Benedito Lacerda

VERBETE Nº 0801937

Dino entra no regional de Benedito Lacerda

ANO
1937
LOCAL
Rio de Janeiro
INSTRUMENTO
violão de 7 cordas

Em 1937, Horondino José da Silva, o Dino, entra no Regional de Benedito Lacerda no lugar do violonista Nei Orestes, por sugestão do cavaquinista Canhoto. Com Meira no outro violão e Canhoto no cavaquinho, forma a base de acompanhamento mais celebrada do choro e do samba. Ainda toca violão de seis cordas: só em 1954 manda fazer seu primeiro sete cordas, na trilha de Tute, e suas baixarias viram modelo para gerações de violonistas.

FIG. 080 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Morre Noel Rosa, aos 26 anos

VERBETE Nº 0811937

Morre Noel Rosa, aos 26 anos

ANO
1937
BAIRRO
Vila Isabel

Noel Rosa morre de tuberculose na noite de 4 de maio de 1937, aos 26 anos, na casa da Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel, onde viveu a vida inteira. Em menos de dez anos de carreira deixa cerca de 250 composições (259 na contagem de João Máximo e Carlos Didier) e faz do samba uma crônica da cidade. A casa foi demolida; no lugar está o prédio Noel Rosa, no número 392.

FIG. 081 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Rodam os primeiros trens elétricos da Central

VERBETE Nº 0821937

Rodam os primeiros trens elétricos da Central

ANO
1937
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 10 de julho de 1937 os primeiros trens elétricos da Central do Brasil começam a levar passageiros nos subúrbios. O processo de eletrificação começa em 1935, e a frota passa de 3 para 60 trens no ano seguinte. As obras levam à demolição do prédio antigo da Central, trocado pelo atual em 1943.

FIG. 082 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Aquarela do Brasil' e a orquestra que imita tamborins

VERBETE Nº 0831939

'Aquarela do Brasil' e a orquestra que imita tamborins

ANO
1939
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Cinelândia
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Theatro Municipal
INSTRUMENTO
orquestra

Em julho de 1939, Radamés Gnattali rege as orquestras das rádios Mayrink Veiga e Nacional no espetáculo beneficente 'Joujoux e Balangandans', no Theatro Municipal, onde o barítono Cândido Botelho canta 'Aquarela do Brasil', de Ary Barroso. No arranjo, cinco saxofones fazem a figura rítmica que Ary queria nos contrabaixos e um piano imita tamborins: a marcação do samba passa da percussão para a orquestra, ideia sugerida pelo baterista Luciano Perrone. Com esse arranjo, Francisco Alves grava o samba na Odeon no mesmo ano, e nasce o samba-exaltação. O teatro fica na Cinelândia, no Centro, onde hoje está a estação Cinelândia do metrô.

FIG. 083 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Carmen Miranda leva o samba à Broadway

VERBETE Nº 0841939

Carmen Miranda leva o samba à Broadway

ANO
1939
LOCAL
Nova York · Nova York

Em 19 de junho de 1939 Carmen Miranda estreia na Broadway na revista 'The Streets of Paris', no Broadhurst Theatre, em Nova York; a peça fica em cartaz até fevereiro de 1940, com 274 apresentações. Ela leva a baiana estilizada que usou pela primeira vez no filme 'Banana da Terra' (fevereiro de 1939), cantando 'O que é que a baiana tem?', de Dorival Caymmi. O empresário Lee Shubert a contrata depois de vê-la no Cassino da Urca, no Rio.

FIG. 084 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Stokowski grava sambistas num navio na Praça Mauá

VERBETE Nº 0851940

Stokowski grava sambistas num navio na Praça Mauá

ANO
1940
BAIRRO
Centro

Em agosto de 1940, o maestro Leopold Stokowski chega ao Rio no navio S.S. Uruguay e, com o navio atracado na Praça Mauá, grava numa noite uma maratona de música popular escolhida por Villa-Lobos com a ajuda de Donga. Participam Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Zé Espinguela, Paulo da Portela, Jararaca e Ratinho e sambistas da Mangueira; Cartola grava ali 'Quem Me Vê Sorrir'. A Columbia lança parte das gravações nos Estados Unidos em 1942, no álbum 'Native Brazilian Music', no contexto da política da boa vizinhança.

FIG. 085 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O Estado Novo incorpora a Rádio Nacional

VERBETE Nº 0861940

O Estado Novo incorpora a Rádio Nacional

ANO
1940
BAIRRO
Centro
LUGAR
Rádio Nacional

Em 8 de março de 1940, o Decreto-Lei 2.073 incorpora ao patrimônio da União as empresas do grupo A Noite, entre elas a Rádio Nacional. Sob o Estado Novo, a emissora mais ouvida do país passa a servir também à propaganda do regime e à sua política cultural nacionalista, e o samba entra nesse projeto como música nacional. A rádio funcionava no Edifício A Noite, na Praça Mauá, junto ao porto.

FIG. 086 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'O Bonde São Januário'

VERBETE Nº 0871940

'O Bonde São Januário'

ANO
1940
BAIRRO
São Cristóvão

No fim de 1940 Cyro Monteiro grava na Victor 'O Bonde São Januário', de Wilson Batista e Ataulfo Alves: o narrador toma o bonde para o trabalho e diz que largou a vida sem juízo. A letra de exaltação ao trabalho sai no Estado Novo, quando o governo proíbe a exaltação da malandragem; no carnaval de 1941 o samba é muito cantado, e o povo espalha uma versão debochada. O nome do bonde é o mesmo do estádio de São Januário, em São Cristóvão.

FIG. 087 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Começa a demolição da Praça Onze

VERBETE Nº 0881941

Começa a demolição da Praça Onze

ANO
1941
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Praça Onze
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Cidade Nova

Em abril de 1941 começam as obras da Avenida Presidente Vargas. Cerca de 500 prédios vão abaixo, entre eles as igrejas de São Domingos e de São Pedro dos Clérigos, e centenas de famílias são removidas. A Praça Onze, coração da Pequena África e palco dos primeiros desfiles das escolas de samba, perde quase tudo: no começo de 1942 só restam os prédios das bordas. Ficava na Cidade Nova, onde hoje está a estação Praça Onze do metrô.

FIG. 088 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O samba 'Praça Onze' se despede da praça

VERBETE Nº 0891941

O samba 'Praça Onze' se despede da praça

ANO
1941
BAIRRO
Praça Onze
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Praça Onze
LOCAL
Cidade Nova

No fim de 1941, enquanto a praça vem abaixo, Herivelto Martins e Grande Otelo compõem o samba 'Praça Onze'. O Trio de Ouro grava a música com Castro Barbosa em dezembro, e ela vira sucesso no Carnaval de 1942, quando da praça só restam os prédios das bordas. A canção transforma a despedida do berço das escolas de samba em memória cantada. A praça ficava na Cidade Nova, onde hoje está a estação Praça Onze do metrô.

FIG. 089 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Paulo da Portela rompe com a Portela

VERBETE Nº 0901941

Paulo da Portela rompe com a Portela

ANO
1941
BAIRRO
Oswaldo Cruz
ESTAÇÃO
Oswaldo Cruz
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 1941, Paulo da Portela volta de uma temporada de shows em São Paulo com Cartola e Heitor dos Prazeres e quer desfilar com os dois, vestidos de preto e branco; a direção da escola não aceita, e ele rompe com a Portela. Em agosto ainda recebe Walt Disney na escola e depois sai de vez, para a Lira do Amor, de Bento Ribeiro. Um dos fundadores da escola, que exigia sapato e gravata dos sambistas, nunca mais desfila pela Portela. Bento Ribeiro é a estação seguinte a Oswaldo Cruz no tronco da Central.

FIG. 090 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Roberto Paiva grava 'O Trem Atrasou'

VERBETE Nº 0911941

Roberto Paiva grava 'O Trem Atrasou'

ANO
1941
LOCAL
Gravadora Victor, Rio de Janeiro

Em 1941 Roberto Paiva grava pela Victor o samba 'O Trem Atrasou', de Paquito, Estanislau Silva e Artur Vilarinho. É o primeiro grande sucesso do cantor e de Paquito, que tem como tema o cotidiano do trabalhador suburbano. O atraso do trem vira assunto de samba, e a música ganha três novas gravações em 1958.

FIG. 091 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Desfiles vão para a Avenida Rio Branco

VERBETE Nº 0921942

Desfiles vão para a Avenida Rio Branco

ANO
1942
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Uruguaiana
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Avenida Rio Branco

Sem a Praça Onze, o desfile das escolas de samba passa para a Avenida Rio Branco entre 1942 e 1944; em 1943, o desfile oficial acontece ali em 7 de março. Escolas nascidas no morro e no subúrbio ocupam a avenida que até então era dos corsos e das grandes sociedades, o Carnaval da elite. A Rio Branco corta o Centro da Praça Mauá à Cinelândia, onde hoje fica a estação Cinelândia do metrô.

FIG. 092 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Ai, Que Saudades da Amélia' nasce no Café Nice

VERBETE Nº 0931942

'Ai, Que Saudades da Amélia' nasce no Café Nice

ANO
1942
BAIRRO
Centro
LUGAR
Café Nice

Em 1941, no Café Nice, Mário Lago e Ataulfo Alves transformam uma história contada pelo baterista Almeidinha no samba 'Ai, Que Saudades da Amélia'. Recusado por vários cantores do rádio, ele é gravado pelo próprio Ataulfo na Odeon e vira o grande sucesso do Carnaval de 1942. O Café Nice, na Avenida Rio Branco, era ponto de encontro de compositores e cantores do rádio.

FIG. 093 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O novo prédio da Central e a torre do relógio

VERBETE Nº 0941943

O novo prédio da Central e a torre do relógio

ANO
1943
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Em 1943 a Central do Brasil inaugura o edifício atual, em estilo art déco, com o grande relógio de quatro faces na torre. O projeto é ligado ao arquiteto Geza Heller. É o prédio que marca a chegada ao Centro de quem vem dos subúrbios pelo trem.

FIG. 094 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Inaugurada a Avenida Presidente Vargas

VERBETE Nº 0951944

Inaugurada a Avenida Presidente Vargas

ANO
1944
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Presidente Vargas
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Avenida Presidente Vargas

A Avenida Presidente Vargas é inaugurada em 7 de setembro de 1944, três anos depois do início das obras. Ela passa por cima da Praça Onze e de parte da Cidade Nova, o chão onde as escolas de samba se encontravam. A partir de 1947, a própria avenida vira a passarela dos desfiles. Corta o Centro a partir da Candelária e passa em frente à Central do Brasil.

FIG. 095 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Geraldo Pereira: 'Falsa Baiana'

VERBETE Nº 0961944

Geraldo Pereira: 'Falsa Baiana'

ANO
1944
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mangueira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro da Mangueira

Em abril de 1944 Ciro Monteiro grava 'Falsa Baiana', de Geraldo Pereira, o maior sucesso do compositor. Antes vieram 'Acertei no Milhar' (1940, com Wilson Batista) e 'Você Está Sumindo' (1943); 'Falsa Baiana' o leva ao país inteiro e, em 1973, ganha regravação de João Gilberto. Mineiro, Geraldo chega ao Morro da Mangueira por volta de 1930, aos 12 anos, para morar com o irmão no Santo Antônio; o morro fica junto à estação Mangueira da Central.

FIG. 096 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Portela campeã em São Januário, no meio do hepta

VERBETE Nº 0971945

Portela campeã em São Januário, no meio do hepta

ANO
1945
BAIRRO
São Cristóvão

Em 1945, com a Segunda Guerra em curso e a Avenida Rio Branco fora de alcance, o desfile das escolas acontece no estádio de São Januário, do Vasco, organizado pela Liga de Defesa Nacional e pela UNE. A Portela vence com 'Brasil Glorioso', samba de Ventura. É o quinto título de uma sequência de sete seguidos, de 1941 a 1947. O estádio fica em São Cristóvão: é o mesmo São Januário do bonde cantado por Wilson Batista e Ataulfo Alves em 1940.

FIG. 097 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Unidos de Vila Isabel nasce no Morro dos Macacos

VERBETE Nº 0981946

Unidos de Vila Isabel nasce no Morro dos Macacos

ANO
1946
BAIRRO
Vila Isabel
ESTAÇÃO
Riachuelo
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro dos Macacos

Em 4 de abril de 1946, Antônio Fernandes da Silveira, o Seu China, funda a Unidos de Vila Isabel com Tuninho Carpinteiro, a partir do bloco Azul e Branco de Vila Isabel. A primeira sede é a casa de Seu China, no Morro dos Macacos, de onde vem boa parte dos componentes. A escola dá ao bairro boêmio de Noel Rosa uma escola de samba própria, nascida no morro. A quadra fica hoje no Boulevard 28 de Setembro.

FIG. 098 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Pixinguinha no saxofone, ao lado de Benedito

VERBETE Nº 0991946

Pixinguinha no saxofone, ao lado de Benedito

ANO
1946
LOCAL
Rio de Janeiro
INSTRUMENTO
saxofone

Em 1946, Pixinguinha entra no regional de Benedito Lacerda com seu saxofone tenor; até 1950 a dupla grava para a RCA Victor uma série de 17 discos. A flauta de Benedito leva a melodia e o sax de Pixinguinha faz as linhas de contraponto, diálogo que vira modelo do choro gravado. As frases do sax também passam para o violão de Dino, que as leva às baixarias.

FIG. 099 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Império Serrano nasce na Serrinha

VERBETE Nº 1001947

Império Serrano nasce na Serrinha

ANO
1947
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Madureira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro da Serrinha

Em 23 de março de 1947, dissidentes da escola Prazer da Serrinha se reúnem na casa de Dona Eulália do Nascimento, no Morro da Serrinha, e fundam o Império Serrano. A briga vem do Carnaval de 1946: o presidente Alfredo Costa troca na última hora o samba 'Conferência de São Francisco', de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, e a escola acaba desclassificada. A nova escola é campeã já em 1948, desfilando com todos os componentes fantasiados, coisa inédita até então. A Serrinha fica em Madureira, a cerca de 2 km da estação Madureira do trem.

FIG. 100 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

As escolas se dividem: Federação e UGES

VERBETE Nº 1011947

As escolas se dividem: Federação e UGES

ANO
1947
LOCAL
Rio de Janeiro

Em 1947, a representação das escolas se parte em duas: a Federação Brasileira das Escolas de Samba, a única reconhecida e subvencionada pela Prefeitura, e a União Geral das Escolas de Samba (UGES), ligada ao Partido Comunista. O jornal comunista Tribuna Popular vira órgão oficial da UGES e organiza o desfile daquele ano, chamado 'Carnaval da Paz'. No mesmo ano o partido volta à ilegalidade, e começa um período de perseguição política.

FIG. 101 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Jamelão vira a voz da Mangueira

VERBETE Nº 1021949

Jamelão vira a voz da Mangueira

ANO
1949
BAIRRO
Mangueira
ESTAÇÃO
Mangueira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Morro da Mangueira

Em 1949, Jamelão (José Bispo Clementino dos Santos), que começou na Mangueira tocando tamborim, passa a cantar os sambas da escola no desfile. Fica no posto até 2006, quase seis décadas, e vira referência de intérprete de samba-enredo. A Mangueira fica ao lado da estação Mangueira, no tronco da Central.

FIG. 102 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Exaltação a Tiradentes' e o Império campeão

VERBETE Nº 1031949

'Exaltação a Tiradentes' e o Império campeão

ANO
1949
BAIRRO
Madureira
LUGAR
Morro da Serrinha

No Carnaval de 1949, o Império Serrano desfila 'Exaltação a Tiradentes', de Mano Décio da Viola e Penteado, e é campeão no concurso da Federação, o único reconhecido pela Prefeitura. O samba-enredo que exalta heróis da história oficial é a marca da época, e este vira um dos clássicos do gênero. O título faz parte da sequência de vitórias do Império entre 1948 e 1951. A escola é da Serrinha, em Madureira.

FIG. 103 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Morre Paulo da Portela

VERBETE Nº 1041949

Morre Paulo da Portela

ANO
1949
BAIRRO
Oswaldo Cruz
ESTAÇÃO
Oswaldo Cruz
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

Paulo da Portela morre de ataque cardíaco no fim de janeiro de 1949, aos 47 anos, em casa. A diretoria da Portela oferece a quadra para o velório, mas a viúva recusa. Desde então ele é homenageado em sambas da escola. A família tinha se mudado em 1920 para Oswaldo Cruz, bairro que tomou o nome da estação de trem do tronco da Central.

FIG. 104 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Renascença Clube, um quilombo urbano

VERBETE Nº 1051951

Renascença Clube, um quilombo urbano

ANO
1951
BAIRRO
Andaraí
ESTAÇÃO
Saens Peña
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Renascença Clube

O Renascença Clube é fundado em 17 de fevereiro de 1951 por famílias negras, numa casa modesta da Rua Pedro de Carvalho, no Méier, como reação ao preconceito racial. Em 1959 leva sua rainha ao concurso Miss Distrito Federal, até então só de moças brancas; depois vêm os pagodes de domingo e, em 2005, o Samba do Trabalhador. Em 2021 é declarado patrimônio imaterial da cidade. A sede fica na Rua Barão de São Francisco, no Andaraí.

FIG. 105 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Regional do Canhoto

VERBETE Nº 1061951

Regional do Canhoto

ANO
1951
LOCAL
Rio de Janeiro
INSTRUMENTO
cavaquinho

Em 1951, Benedito Lacerda deixa o seu regional, e o grupo passa a se chamar Canhoto e seu Regional, sob o cavaquinista Canhoto (Valdiro Frederico Tramontano). Altamiro Carrilho assume a flauta no lugar de Benedito, o acordeonista Orlando Silveira entra no mesmo ano e a base de violões de Dino e Meira continua. O conjunto dura cerca de trinta anos, até a morte de Canhoto e Meira.

FIG. 106 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Ninguém Me Ama' e o samba-canção

VERBETE Nº 1071952

'Ninguém Me Ama' e o samba-canção

ANO
1952
BAIRRO
Copacabana

Em agosto de 1952, Nora Ney lança 'Ninguém Me Ama', samba-canção de Antônio Maria e Fernando Lobo, no lado B do seu segundo disco de 78 rotações. É o primeiro disco brasileiro a receber Disco de Ouro por vendas. O samba-canção, lento e de dor de amor, é a trilha das boates da Zona Sul, sobretudo em Copacabana.

FIG. 107 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Federação e UGES se unem na AESCRJ

VERBETE Nº 1081952

Federação e UGES se unem na AESCRJ

ANO
1952
LOCAL
Rio de Janeiro

Em 1952, a Federação e a UGES se fundem na Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (AESCRJ), que passa a organizar os desfiles. Fecha-se a divisão aberta em 1947, e as escolas voltam a ter uma entidade só. É dessa associação que as grandes escolas sairão em 1984 para criar a LIESA.

FIG. 108 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Acadêmicos do Salgueiro

VERBETE Nº 1091953

Acadêmicos do Salgueiro

ANO
1953
BAIRRO
Salgueiro
ESTAÇÃO
Saens Peña
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Morro do Salgueiro
LOCAL
Tijuca

Em 5 de março de 1953 nasce o Acadêmicos do Salgueiro, da fusão de duas escolas do morro, a Azul e Branco e a Depois Eu Digo; a Unidos do Salgueiro fica de fora e logo some, e seus sambistas entram na nova escola. Para o Carnaval de 1960, o presidente Nelson de Andrade chama o cenógrafo Fernando Pamplona, e o Salgueiro passa a levar à avenida heróis negros como Zumbi ('Quilombo dos Palmares', 1960) e Chica da Silva (1963), dois títulos. O Morro do Salgueiro fica na Tijuca, perto de onde hoje está a estação Saens Peña do metrô.

FIG. 109 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'A Voz do Morro' abre 'Rio, 40 Graus'

VERBETE Nº 1101955

'A Voz do Morro' abre 'Rio, 40 Graus'

ANO
1955
LOCAL
Rio de Janeiro (filmagens)

Em 1955, 'Rio, 40 Graus', primeiro longa de Nelson Pereira dos Santos, abre com 'A Voz do Morro', samba de Zé Kéti cantado por Jorge Goulart em arranjo de Radamés Gnattali. O filme mostra a desigualdade da cidade e fica meses retido pela polícia; é considerado precursor do Cinema Novo. O samba torna Zé Kéti conhecido, e ele também trabalha na equipe e faz uma ponta.

FIG. 110 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

O samba-enredo chega ao disco

VERBETE Nº 1111955

O samba-enredo chega ao disco

ANO
1955
BAIRRO
Madureira

Para o Carnaval de 1955, o cantor Roberto Silva grava 'Tiradentes', o samba-enredo com que o Império Serrano venceu em 1949. É apontado como o primeiro samba-enredo gravado em disco, embora não tenha feito sucesso. O gênero, feito para a escola cantar na rua, começa a entrar na indústria fonográfica.

FIG. 111 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Morre Geraldo Pereira, e nasce uma lenda

VERBETE Nº 1121955

Morre Geraldo Pereira, e nasce uma lenda

ANO
1955
BAIRRO
Lapa
ESTAÇÃO
Cinelândia
LINHA
Metrô · Linha 1
LUGAR
Arcos da Lapa

Geraldo Pereira morre em 8 de maio de 1955, aos 37 anos, de hemorragia intestinal, no Hospital dos Servidores Municipais. A versão popular culpa um soco de Madame Satã em frente ao restaurante A Capela, no Largo da Lapa; estudos tratam o 'soco fatal' como lenda e apontam doença intestinal antiga, agravada pela bebida. Geraldo morava na Rua da Lapa desde 1952.

FIG. 112 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Rio, Zona Norte' começa no trem da Central

VERBETE Nº 1131957

'Rio, Zona Norte' começa no trem da Central

ANO
1957
BAIRRO
Centro
ESTAÇÃO
Central do Brasil
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)

O filme Rio, Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos, é lançado em 1957. Conta a vida do sambista Espírito da Luz, vivido por Grande Otelo, a partir da queda de um trem lotado da Central do Brasil. As músicas são de Zé Keti. O trem do subúrbio entra no cinema como o caminho do sambista.

FIG. 113 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

A batida de João Gilberto aparece em disco

VERBETE Nº 1141958

A batida de João Gilberto aparece em disco

ANO
1958
LOCAL
Rio de Janeiro
INSTRUMENTO
violão (batida da bossa)

Em abril de 1958, Elizeth Cardoso grava o LP 'Canção do Amor Demais', de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com arranjos de Jobim, lançado em maio pelo selo Festa. Em 'Chega de Saudade' e 'Outra Vez', o violão de João Gilberto aparece pela primeira vez em disco, com uma batida que simplifica o ritmo do samba nas cordas. Em julho, o próprio João grava 'Chega de Saudade', e essa batida vira a marca da bossa nova.

FIG. 114 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

'Chega de Saudade' / 'Bim Bom', o 78 rpm

VERBETE Nº 1151958

'Chega de Saudade' / 'Bim Bom', o 78 rpm

ANO
1958
BAIRRO
Centro

Em julho de 1958, João Gilberto grava na Odeon seu primeiro 78 rpm: 'Chega de Saudade', de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com 'Bim Bom', dele, no outro lado. A voz baixa e a batida do violão de João mudam o jeito de tocar samba e dão origem à bossa nova. A gravação acontece no estúdio da Odeon, no Centro do Rio, três meses depois de Elizeth Cardoso lançar a mesma canção no LP 'Canção do Amor Demais', em que João toca violão.

FIG. 115 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Mestre André inventa a 'paradinha'

VERBETE Nº 1161959

Mestre André inventa a 'paradinha'

ANO
1959
ESTAÇÃO
Padre Miguel
LINHA
Trem · Ramal de Santa Cruz
LUGAR
Vila Vintém
LOCAL
Padre Miguel
INSTRUMENTO
surdo de terceira

Na Mocidade Independente de Padre Miguel, Mestre André (José Pereira da Silva, 1932-1980) cria a paradinha: a bateria para de repente, o canto continua, e os ritmistas voltam juntos. A versão mais citada põe a primeira paradinha no desfile de 1959; há outras versões. André é o primeiro mestre de bateria reconhecido com esse título e também leva o surdo de terceira para a bateria. A escola é de Padre Miguel, bairro servido pela estação de mesmo nome no ramal de Santa Cruz.

FIG. 116 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Nasce a Imperatriz Leopoldinense, com nome de ferrovia

VERBETE Nº 1171959

Nasce a Imperatriz Leopoldinense, com nome de ferrovia

ANO
1959
BAIRRO
Ramos
ESTAÇÃO
Ramos
LINHA
Trem · Leopoldina

A Imperatriz Leopoldinense é fundada em Ramos em 6 de março de 1959, por Amaury Jório e sambistas da Zona da Leopoldina. O nome faz referência à Estrada de Ferro Leopoldina, que corta o bairro, e à imperatriz Maria Leopoldina. A ideia é reunir os blocos de toda a região servida pela linha.

FIG. 117 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

Inaugura o Mercadão de Madureira

VERBETE Nº 1181959

Inaugura o Mercadão de Madureira

ANO
1959
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Mercadão de Madureira
LINHA
Trem · Linha Auxiliar
LUGAR
Mercadão de Madureira

Em 18 de dezembro de 1959 o presidente Juscelino Kubitschek inaugura o Grande Mercado de Madureira, nascido de uma feira de 1914. Um incêndio o destrói em 2000, e ele reabre em 5 de outubro de 2001. Fica colado à antiga estação Magno, da Linha Auxiliar, hoje chamada Mercadão de Madureira.

FIG. 118 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

CAPÍTULO 03

DO MORRO AO CACIQUE

1960 — 1989

21 LUGARES NO MAPA · 52 MOMENTOS

BAÍA DE GUANABARA →OCEANO ATLÂNTICO ↓SALGUEIRO1960RAMOS1961MADUREIRA1961CENTRO1963COPACABANA1963BOTAFOGO1965TIJUCA1967VILA ISABEL1969MARACANÃ1969IRAJÁ1969MANGUEIRA1970OSWALDO CRUZ1970OLARIA1972ROCHA MIRANDA1975CIDADE NOVA1978MÉIER1979PRAÇA ONZE1979ESTÁCIO1980MARIA DA GRAÇA1983SAÚDE1984DEL CASTILHO1986
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PELÍCULA · 52 FOTOGRAMAS

Salgueiro põe Zumbi na avenida

VERBETE Nº 1191960

Salgueiro põe Zumbi na avenida

ANO
1960
BAIRRO
Salgueiro
LOCAL
Tijuca

No Carnaval de 1960, o Salgueiro desfila 'Quilombo dos Palmares', enredo sobre Zumbi exigido pelo carnavalesco Fernando Pamplona, que tinha sido jurado no ano anterior. Numa época de enredos de capa e espada e heróis oficiais, a escola põe um herói negro no centro do desfile e conquista o título, dividido com outras quatro escolas. É o início da 'revolução salgueirense', que muda temas e estética do Carnaval. O morro do Salgueiro fica na Tijuca.

FIG. 119 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

CAPÍTULO 04

PAGODE, LAPA E RAP

1990 — 2022

18 LUGARES NO MAPA · 48 MOMENTOS

BAÍA DE GUANABARA →OCEANO ATLÂNTICO ↓MADUREIRA1990PRAÇA ONZE1991ENGENHO DE DENTRO1992OSWALDO CRUZ1995LAPA1998CENTRO1998MANGUEIRA2001VILA ISABEL2002SAÚDE2003ANDARAÍ2005PEDRA DO SAL2005GAMBOA2006PRAÇA TIRADENTES2007CIDADE NOVA2010CAIS DO VALONGO2011PEQUENA ÁFRICA2016SÃO CRISTÓVÃO2018BOTAFOGO2019
Baile Charme embaixo do Viaduto de Madureira

VERBETE Nº 1711990

Baile Charme embaixo do Viaduto de Madureira

ANO
1990
BAIRRO
Madureira
ESTAÇÃO
Madureira
LINHA
Trem · Central do Brasil (Central–Deodoro)
LUGAR
Viaduto de Madureira

Em 1990 sambistas montam o bloco Pagodão de Madureira embaixo do Viaduto Negrão de Lima, e logo depois DJs começam ali um baile de charme. O baile vira ponto da cultura negra do subúrbio e é declarado patrimônio imaterial do Rio em 2013. Fica no bairro Madureira, ao lado da estação Madureira, do trem (linha da Central).

FIG. 171 · ILUSTRAÇÃO DE OBJETO · GERADA POR IA

FOLHA DE CONTATO · FOTOGRAMA 01/48

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CAPÍTULO 05

MARCELO D2

1967 — 2026

12 LUGARES NO MAPA · 50 MOMENTOS

BAÍA DE GUANABARA →OCEANO ATLÂNTICO ↓SÃO CRISTÓVÃO1967ANDARAÍ1976CATETE1990LARANJEIRAS2001BOTAFOGO2003PRAÇA TIRADENTES2005COPACABANA2007LAPA2010TIJUCA2011MARACANÃ2016RAMOS2023CENTRO2024

ENCARTEFOTOGRAFIAS DO MANUAL

O Novo Samba Tradicional em retrato

Fotografias dos ensaios do Manual Prático do Novo Samba Tradicional (Marcelo D2 e Luiza Machado, 2024 e 2025), em preto e branco.

Tambores
FIG. M01Tambores
Porta-bandeira em giro
FIG. M02Porta-bandeira em giro
Retrato com resplendor
FIG. M03Retrato com resplendor
Esplendor de penas
FIG. M04Esplendor de penas
O gorila
FIG. M05O gorila
Bate-bola
FIG. M06Bate-bola
Corpo escrito
FIG. M07Corpo escrito
Silhueta
FIG. M08Silhueta
Silhueta no chão
FIG. M09Silhueta no chão
Marcelo D2 e Luiza Machado
FIG. M10Marcelo D2 e Luiza Machado
Quarto
FIG. M11Quarto
Quarto, depois
FIG. M12Quarto, depois